Transporte de Material Biológico: entenda as etapas para garantir a segurança do seu material

Executar coleta, trânsito e entrega com o procedimento correto é essencial para seguir as normas vigentes. Abaixo, um roteiro prático para quem precisa transportar amostras clínicas, diagnósticos e correlatos, sem entrar em armazenagem.

1) Pré-coleta: classificação correta e embalagem homologada

  • Classificação do envio: confirmar se o material se enquadra como
    UN 2814 (Infectious substance, affecting humans — Categoria A),
    UN 2900 (Infectious substance, affecting animals only — Categoria A),
    UN 3373 (Biological substance, Category B), ou exempt specimen (humano/animal).
    A classe correta define requisitos de embalagem, marcação e manuseio.
  • Embalagem homologada (triple packaging): primário vedado, secundário resistente a vazamentos e terciário rígido; aplicar IATA DGR / PI 620 para Categoria A (UN 2814/UN 2900) e PI 650 para Categoria B (UN 3373).
  • Rotulagem e identificação: usar as marcações adequadas (ex.: UN 3373, quando devido) e endereçamento completo no volume externo. Se houver gelo seco, rotular também UN 1845 (Dry Ice) e indicar a massa líquida no exterior da embalagem.
  • Planejamento com gelo seco (quando necessário): dimensionar a massa para o tempo de rota previsto e considerar pontos de reposição em trânsitos mais longos.

2) Coleta: preparação na origem

  • Conferência da embalagem homologada e da integridade do volume.
  • Registro da massa de gelo seco aplicada (quando previsto no protocolo).
  • Janela de coleta definida para compatibilizar a rota e reduzir permanência fora do laboratório/serviço de saúde.

3) Trânsito: execução conforme o plano

  • Rota compatível com prazos e perfil do envio, evitando transferências desnecessárias quando possível.
  • Reposição de gelo seco, quando planejada.
  • Comunicação objetiva: atualizações combinadas previamente com o cliente.

4) Entrega: confirmação no destino

  • Entrega no local correto, dentro da janela combinada.
  • Checagem visual de integridade do volume e encerramento conforme o protocolo do cliente.

Erros comuns que comprometem a segurança (e como evitar)

  • Classificação incorreta: confirmar UN 2814 / UN 2900 / UN 3373 / exempt antes de qualquer preparo.
  • Usar embalagem não homologada: adotar triple packaging conforme PI 620 (Categoria A) ou PI 650 (Categoria B).
  • Subestimar a necessidade de gelo seco: dimensionar a massa antes da coleta e prever reposições quando a duração do trajeto exigir.
  • Rotulagem incompleta: aplicar marcações corretas (incluindo UN 1845 e massa de gelo seco quando aplicável) e dados do destinatário legíveis no volume externo.

O que perguntar ao seu parceiro de transporte (checklist rápido)

  1. Qual classificação se aplica ao meu envio (UN 2814 / UN 2900 / UN 3373 / exempt)?
  2. Qual embalagem homologada será utilizada (PI 620 ou PI 650, conforme o caso)?
  3. Qual a massa de gelo seco prevista na coleta e haverá pontos de reposição se necessário?
  4. A rota definida atende ao prazo e às condições acordadas para o meu envio?

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